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Os Índios e Nós Urbanos



*Os Índios e Nós Urbanos* Estive acampado com os índios por um mês, ao lado do Maracanã, para ajudá-los a recuperar o imóvel doado para fins de representatividade indígena no mundo urbano. Constatei que os índios são muito puros e fáceis de serem envolvidos em movimentos de cura e conscientização nossa, nós, os ditos urbanos. Aos poucos, sem perceberem, eles vão se desfocando da sua meta inicial, que os trouxeram para este tipo de civilização: defender e mater as terras sagradas indígenas. Vão se tornando políticos com causas nobres, em defesa das minorias, ou maiorias oprimidas, incluindo eles mesmos. Em prol de ajudar o seu povo, eles abandonam as suas casas originais, as suas aldeias, a sua cultura e se misturam com a nossa. Nada acontece intencionalmente. É sem perceber. Sutilmente. Quando se dão conta, se tornam índios urbanos, caricaturizados. Para sobreviver aqui, se tornam vendedores da arte indígena, curadores urbanos, facilitadores em shows de dança e música da cultura indígena, de onde eles mesmo saíram, deixando um vazio, um vácuo na egregora local e original das suas próprias tradições. Muitos, com quem convivi, adotaram nomes em português, moram em casas comuns, com televisão, e possuem todos os hábitos urbanos de nossa sociedade. E quando são convocados para se expressarem, para serem usados por movimentos políticos, religiosos e econômicos e assim encorpar o conteúdo de uma multimídia, que será utilizada nas redes sociais... eles se vestem a carácter, cantam e dançam desesperadamente, para tentarem ainda manter um elo de conexão com as suas origens indígenas das quais estão tão distantes. Quando me dei conta deste quadro chorei muito. Parei de bater palmas para os espetáculos indígenas. Parei de contribuir, até mesmo financeiramente. A verdadeira cultura indígena não possui dinheiro, possui troca. Procurei me voltar ao verdadeiros movimentos indígenas. Aqueles movimentos que fixam o índio em suas terras. Lá, dentro da sua própria cultura, é que está a forca dos seus ancestrais. Mantida diariamente, em cada dia vivido na sua originalidade indígena. Assim eu escolhi agir. Assim é o meu olhar e amor aos meus irmãos índios, de quem tanto preciso para manter vivo o meu elo com a Consciência Gaia, enquanto vivo neste seu corpo, o Planeta Terra. Sei que na cultura indígena das terras brasilienses a Semente de Amendoim contribue para a manutenção da conexão indígena com a terra. Eles a comem ainda frescas, recém retiradas da terra. E por isso, elas ainda se encontram alcalinas, e em muitos casos, já germinadas na terra mesmo. Estes índios que não buscaram fora de si a forma de se manterem fiéis as suas tradições, são os verdadeiros índios que continuam na sua missão de irradiar a frequência da Mãe TERRA, em pensamentos, ações, atitudes e permanecia nas regiões sagradas de Gaia e que ainda não foram profanadas pelo homem branco. A estes índios eu depósito minha irmandade. Entrego a minha esperança de que um dia meus irmãos brancos se deixem levar por este canal de reconexão. Busco dentro de mim o indo que habita em algum lugar aqui dentro. Canto e danço muito com os índios aqui no urbano, sempre que posso. Mas consciente de que o meu desejo maior é contribuir com o retorno deles a suas aldeias. E lá resgatar e manter a fala de Gaia dentro de todos nós. Há muitas falas de Gaia sendo reativadas por aí. Talvez a fala indígena seja a mais pura... ainda! Precisamos ajudar a preservá-las através de atitudes que realmente funcionem. João Pedro Designer Vivo Redesenhando Pensamentos artevivaatelier.com.br 


 
 
 

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